
Rui Silva (Adufe, Ensemble de adufes, direcção pedagógica, produção)
1984, Coimbra. Músico e artesão de adufes.
Estudou percussão erudita na EPME (Espinho, 2002-2005) e na ESMAE (Porto, 2005-2009). Especializou-se em Percussão Histórica com Pedro Estevan, ESMUC/UAB (Barcelona, 2012).
Com Bruno Gabirro criou o dueto “Aduf&lectrónica“ (Abril, 2019), que explora o diálogo entre o adufe e a electrónica em tempo real. Lançaram o seu CD de estreia, em Monsanto (Maio, 2023), em parceria com MisoMusic Portugal.
É músico convidado da Orquestra Barroca da Casa da Música (Porto) e da Capella Sanctae Crucis (Lyon), dirigido por T. Simas Freire.
Nos últimos 16 anos tem desenvolvido um trabalho pioneiro sobre o adufe, aos níveis da performance, construção, pedagogia, investigação, divulgação e preservação.
Com a Cooperativa d´Alegria e as Adufeiras de Monsanto fundou a Festa do Adufe (Monsanto, 2023, 2024, 2025, Paúl 2026) da qual é também director artístico.
Publicou “Método de Adufe” partes I, II, III e IV (2022-2025, ea).
Em parceria com a Associação Portuguesa de Educação Musical criou a primeira formação certificada de adufe para professores do ensino oficial (1ª, 2ª ed., níveis I e II).
Vive nas Lajes do Pico, nas ilhas portuguesas dos Açores, desde 2015.

Casa do Povo do Paúl (co-organização e produção)




A Casa do Povo do Paúl é uma associação sem fins lucrativos com carácter cultural e criativo que se assume como um polo comunitário dedicado à preservação e valorização das tradições locais, promovendo a participação ativa da população e o fortalecimento dos laços entre gerações.
Professores convidados:

Adufeiras da Casa do Povo do Paúl
(Tradição do Paúl: adufe, ritmos, cantigas, lengalengas, danças e jogos com adufe.)

Leonor Narciso (Adufe e Tradição do Paúl).
“Leonor Narciso é professora licenciada na área das expressões, com pós-graduação em Língua Portuguesa, com especial enfoque na fonologia. Ao longo do seu percurso profissional, tem conciliado a prática pedagógica com um forte envolvimento na área cultural e artística, afirmando-se como uma referência na valorização das tradições e do património imaterial da região da Beira Baixa.
Com mais de quatro décadas de dedicação à cultura, tem desenvolvido um trabalho contínuo na recolha, preservação e divulgação das expressões tradicionais, nomeadamente ao nível do canto, das práticas rituais e das manifestações ligadas ao ciclo religioso e comunitário. A sua intervenção tem contribuído para a salvaguarda da identidade cultural local, promovendo a transmissão de saberes entre gerações.
Foi homenageada pela Câmara Municipal da Covilhã como reconhecimento pelo seu percurso e contributo cultural. Em 2021, foi também destacada pela Direção Regional de Cultura do Centro como uma personalidade de relevo na promoção da cultura, da arte e do património da região.
Tem colaborado com diversas entidades culturais e educativas, dinamizando projetos, oficinas e ações de formação centradas na educação não formal, na expressão artística e na valorização do património imaterial. Destaca-se ainda a sua ligação à Casa do Povo do Paul, onde desenvolve trabalho regular de dinamização cultural e comunitária , à dinamização de oficinas artísticas ” ao toque do adufe ” canto e dança, e , o seu mais recente projeto ,com crianças ” o Canto das Palavras” na EB1 do Paul, onde a palavra dita e cantada também é tocada ao som do adufe.”

Ana Clément (Adufe Iniciação).
Ana Clément estudou flauta de bisel na Academia de Música de Espinho, especializou-se em Música e Saúde pela Univ. de Estrasburgo e doutorou-se em Etnomusicologia pela Universidade de Aveiro.
Também sabe tocar gaita de fole galega, canta em coro e toca em hospitais.
Tem aprendido adufe com Rui Silva desde 2011.
O seu trabalho musical reparte-se entre a música medieval e renascentista, a música tradicional europeia, a música para danças antigas e danças tradicionais, e o dark folk pós-industrial, entre outras.

Joana Negrão (Canto: aquecimento e técnica vocal para as cantigas de adufe).
A CANTADEIRA é Joana Negrão, cantautora que parte da música de tradição oral para criar pontes entre as mulheres do passado e do presente.
A sua voz, gravada em tempo real é o elemento primordial das suas criações, assim como o Adufe e a Gaita-de-fole. O seu primeiro disco, “Tecelã”, lançado em 2024, foi disco Antena 1 e valeu-lhe um convite para o Festival da Canção de 2025. A Cantadeira celebra as raízes musicais portuguesas com uma expressividade única e quase ritualística.
Iniciou o seu percurso artístico em 1999, passando pela dança e pelo teatro, mas centrando-se sobretudo no canto e nos instrumentos tradicionais como a gaita de foles, a pandeireta galega e o adufe a partir de 2003.
Em 2007 licenciou-se em História e Arqueologia pela FCSH (Lisboa).
Concluiu o curso de gaita de foles na Associação Gaita-de-Fole, em Lisboa, e aprofundou os seus conhecimentos sobre dança, canções e instrumentos de percussão tradicionais em workshops nacionais e internacionais. Teve aulas de canto erudito com Ana Leonor Pereira e tem-se dedicado a desenvolver a sua técnica vocal ao mesmo tempo que aprende e investiga expressões vocais tradicionais das raízes musicais portuguesas.
Passou pelos Uxukalhus, com quem gravou o seu primeiro disco, “Revolta dos badalos”. Foi vocalista de grupos como os Dazkarieh, entre 2006 e 2014, com os quais gravou cinco álbuns. Atualmente é membro de Seiva, com três álbuns gravados, e agora com A Cantadeira, cujo primeiro álbum foi lançado em 2024.
Joana Negrão já gravou um total de dez álbuns.
Tem-se dedicado a explorar e revitalizar a música tradicional portuguesa, trazendo-a para o presente com um toque contemporâneo e uma expressividade única.
Comunicação
Belén Gonzalez e Chiara Cosentino
