Maria Simões
Direcção de Produção.

20/03/1976
Nasceu em 1976, em Aveiro. Estudou Psicologia (Coimbra e Açores) e frequentou o Master em Criatividade e Inovação (Santiago de Compostela, Galiza). Iniciou o seu percurso teatral profissional em 1994.
Recebeu prémios em teatro (Labjovem), cinema documentário (Primeiro Olhar, Caminhos do Cinema Português, DocLisboa, Curtas de Vila do Conde, entre outros) e três Bolsas de Criação Artística (dramaturgia) do Governo dos Açores. Publicou “A Menina Azul” e “Memórias e Feminismos III – 10 Histórias de muitas mais mulheres. Açores”.
É palhaça (teatral e social), atriz, encenadora, diretora artística, formadora, programadora e ativista cultural. Iniciou-se no teatro em 1989, profissionalizando-se em 1994. Trabalhou com Visões Úteis, CITAC, Teatro do Morcego, A Escola da Noite, Trigo Limpo Teatro ACERT, Teatroesfera e Descalças (cooperativa que fundou em 2006 nos Açores, onde viveu 10 anos). Colaborou com a UMAR-Açores e a Marcha Mundial de Mulheres, foi voluntária da Fundação do Gil e viajou um ano pela América do Sul como palhaça e educadora.
Criou o BOLINA – Festival Internacional de Palhaças (Açores e Alto Alentejo) e fundou a Rede Internacional de Palhaças, em 2015. Em 2016, mudou-se para Castelo de Vide, onde criou o Bosque-Escola Avelãs, um projecto inovador de Educação na Natureza. Durante a pandemia, tornou-se Empresária em Nome Individual, recebeu apoio do programa +COESO e lançou a marca Maria d’Alegria, focada no empreendedorismo social e nas artes. É fundadora da UPP (União de Palhaças em Portugal).
Programa culturalmente a Terra d’Amor Humor (Quinta das Avelãs, Marvão) e a Casa Maria d’Alegria (Castelo de Vide), dinamizando a mediação comunitária e cultural. Criou o projeto artístico pioneiro “Palhaça ao Domicílio”. Dirige a programação cultural da Festa do Adufe (Monsanto), do Bolina (festival internacional de palhaças) e do Festival Ludovina (Castelo de Vide).
Trabalha com pessoas com deficiência, em especial com a APPACDM – CACI Marvão desde 2020. Em Janeiro de 2024, fundou a Cooperativa d’Alegria.
Rui Silva
Direcção artística e pedagógica e professor de Adufe Intermédio/Avançado.

1984, Coimbra. Artesão de adufes, músico e professor de percussão.
Estudou percussão erudita na Escola Profissional de Música de Espinho (2002-2005) e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto (2005-2009).
Especializou-se em Percussão Histórica com Pedro Estevan, no Master en Interpretación de Música Antigua – Percusion Histórica na ESMUC/UAB (Barcelona, 2012).
Criou “Aduf&lectrónica“ (estreado em Abril, 2019) com o compositor Bruno Gabirro. Um dueto que explora o diálogo entre o adufe e a electrónica em tempo real, com especial ênfase na nova linguagem técnica, sonora e musical do adufe. Lançaram o seu CD de estreia, em Monsanto (Maio, 2023), em parceria com MisoMusic Portugal.
É músico convidado da Orquestra Barroca da Casa da Música (timbales barrocos e percussão histórica), da Capella Sanctae Crucis, Nouvelles Musiques Anciennes du Portugal (Lyon), dirigido por Tiago Simas Freire e da Orquestra Barroca D´Aquém Mar (Algarve).
Nos últimos 15 anos tem desenvolvido um trabalho pioneiro sobre o adufe, instrumento de percussão tradicional portuguesa. Abrangendo áreas tão distintas como: a investigação académica, o trabalho de campo no contexto tradicional, as comunicações e publicações, a construção do instrumento e a sua evolução, a pedagogia, a formação (presencial e online, nacional e internacional), a exploração de novas técnicas performativas e contextos artísticos; foi co-fundador e director artístico dos Encontros Med (2018, 2019); juntamente com Maria D´Alegria e Adufeiras de Monsanto fundou a Festa do Adufe (2023, 2024) da qual é director artístico.
Publicou “Método de Adufe”: I Parte (Outubro 2022), II Parte (Maio, 2023) e a III Parte (Maio, 2024).
Em Setembro de 2024, a convite e em parceria com a Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM) é lançada a primeira formação certificada de adufe para professores (1ª e 2ª edição).
Vive nas Lajes do Pico, nas ilhas portuguesas dos Açores.
Joana Negrão
Professora de canto

A CANTADEIRA é Joana Negrão, cantautora que parte da música de tradição oral para criar pontes entre as mulheres do passado e do presente.
A sua voz, gravada em tempo real é o elemento primordial das suas criações, assim como o Adufe e a Gaita-de-fole. O seu primeiro disco, “Tecelã”, lançado em 2024, foi disco Antena 1 e valeu-lhe um convite para o Festival da Canção de 2025. A Cantadeira celebra as raízes musicais portuguesas com uma expressividade única e quase ritualística.
Iniciou o seu percurso artístico em 1999, passando pela dança e pelo teatro, mas centrando-se sobretudo no canto e nos instrumentos tradicionais como a gaita de foles, a pandeireta galega e o adufe a partir de 2003.
Em 2007 licenciou-se em História e Arqueologia pela FCSH (Lisboa).
Concluiu o curso de gaita de foles na Associação Gaita-de-Fole, em Lisboa, e aprofundou os seus conhecimentos sobre dança, canções e instrumentos de percussão tradicionais em workshops nacionais e internacionais. Teve aulas de canto erudito com Ana Leonor Pereira e tem-se dedicado a desenvolver a sua técnica vocal ao mesmo tempo que aprende e investiga expressões vocais tradicionais das raízes musicais portuguesas.
Passou pelos Uxukalhus, com quem gravou o seu primeiro disco, “Revolta dos badalos”. Foi vocalista de grupos como os Dazkarieh, entre 2006 e 2014, com os quais gravou cinco álbuns. Atualmente é membro de Seiva, com três álbuns gravados, e agora com A Cantadeira, cujo primeiro álbum foi lançado em 2024.
Joana Negrão já gravou um total de dez álbuns.
Tem-se dedicado a explorar e revitalizar a música tradicional portuguesa, trazendo-a para o presente com um toque contemporâneo e uma expressividade única.
Joana Costa
Professora de canto.

A Joana é cantora, professora de canto e gestora do World Youth Choir, um coro que reúne jovens cantores de todo o mundo.
Tem-se dedicado ao estudo da voz nos últimos 10 anos, explorando diferentes géneros e estilos musicais, do pop/rock ao jazz, folk e músicas tradicionais de diferentes culturas. É certificada em Pop Vocals pela Rockschool e estudou Jazz Vocals no Hot Clube de Portugal. Estudou anatomia e fisiologia da voz cantada com Fernanda Lopes, terapeuta da fala e professora de canto no Brasil.
Tem participado em residências artísticas dedicadas à partilha e reinvenção de repertório folk e tradicional, colaborando com músicos de diversos países. Nessas experiências, teve a oportunidade de apresentar cantigas portuguesas em Portugal, França, Espanha, Bélgica e Turquia.
Atualmente vive em Bruxelas onde dá aulas de voz e está a desenvolver o projeto DrumSong, uma fusão de voz e percussão com Suchet Malhotra.
Já integrou vários coros/ grupos vocais como o Nova Era Vocal Ensemble, Meninas do Coro, Coro do Hot Clube e Coro Iscte. Neste momento é líder vocal do grupo Chantons Tous Ensemble, um coro comunitário dedicado a cantigas tradicionais de diversas partes do mundo.
Ana Clément
Professora de Adufe – Iniciação.

Ana Clément estudou flauta de bisel na Academia de Música de Espinho, especializou-se em Música e Saúde pela Univ. de Estrasburgo e doutorou-se em Etnomusicologia pela Universidade de Aveiro.
Também sabe tocar gaita de fole galega, canta em coro e toca em hospitais.
Tem aprendido adufe com Rui Silva desde 2011.
O seu trabalho musical reparte-se entre a música medieval e renascentista, a música tradicional europeia, a música para danças antigas e danças tradicionais, e o dark folk pós-industrial, entre outras.
Compagnie Isaurel
Direcção de programação infantil da Festa do Adufe e assistência de produção.
Isadora Branco

Bailarina circense e cantora
Ela cresceu perto de Lisboa, em ambientes multiculturais com influencias de Brasil, Angola e Cabo Verde. Nas últimas duas décadas a sua vida divide-se entre Portugal e França. Desde pequena, que esta amálgama cultural tem um grande impacto no seu dia-a-dia, passando a ser a dança, o circo e o canto a sua expressão de vida.
Colabora em diversas criações com as companhias “Radar 360º”, “Cie LLE”, “Murmurations”, “Cie Tau”, e com os grupos de música “Terra a vista”, “Radio Forró” e “Madame Forró”.
Com a Companhia Isaurel, ela vai ao encontro do outro criando formas de espetáculo intimistas dirigidas a públicos variados; famílias, escolas, amas e crianças pequenas.
Aurelien Chaillou

Bailarino e músico
Filho de agricultor, após as matemáticas formou-se em circo e dança. Desde esse momento, ele dança nos espaços naturais e explora a sua relação com a natureza e todos os seres vivos. Com a abordagem dos “8-shields” cria vínculos entre rotinas de conexão a natureza e as suas práticas artísticas. Sendo estas complementadas pela exploração do movimento, voz, desenho com inspiração no Contacto Improvisação, Life Art Process®, Jornal Criativo.
Desde 2008 e o projeto Circundar com o Centro de Artes de Rua de Palmela, que ele faz imersões nas culturas rurais portuguesas, reforçando as suas raízes camponesas e voltando a essência do que o põe em movimento e em dança. Fez formações em etologia, técnicas de maneio e cuidados com burros para realizar varias itinerâncias a pé com asininos.